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Administração Temporária

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Assessoria em Administração Temporária

1. Apresentação
O administrador temporário, pode-se dizer, é um híbrido do executivo tradicional e de um consultor. Trabalha por projetos específicos, com duração determinada, variável de acordo com o projeto. Os clientes podem ser pequenas ou grandes empresas, de qualquer setor. Para se sair bem na atividade, no entanto, é preciso reunir as características de um executivo de primeira linha e a experiência de um consultor.

2. Justificativa
É uma maneira da empresa obter gestão de alta qualidade sem subverter suas folhas salariais com a contratação definitiva de executivos caros. Como a maioria das empresas luta por otimizar os recursos humanos e eliminar a capacidade de gestão excedente, não tem, por vezes, ninguém disponível para assumir novas funções temporárias. O Administrador Temporário é a solução ideal: cobrirá as falhas do executivo ausente enquanto o processo de recrutamento de um quadro permanente decorre, podendo, inclusivamente, tornar-se uma parte ativa no processo, ajudando a entrevistar e escolher os potenciais candidatos.

3. Objetivo
Os contratos típicos a tempo incerto entre as empresas e os gestores interinos incluem  as seguintes fases:

1) Preliminares: Tudo começa quando o gestor interino é chamado à empresa e faz o primeiro contacto com o empregador. Durante a entrevista são realizados testes à inteligência e à eficiência, é resumida a natureza da função e são definidas as condições de remuneração.

2) Conhecimento mútuo: É feita uma visita à empresa, as apresentações à equipe e aos principais colaboradores e superiores hierárquicos. Em seguida, explicam- -se brevemente os objetivos do projeto e o plano preliminar da função.

3)  Definição da missão: É o primeiro contato do Administrador Temporário com a situação «no terreno». Esta fase dura de uma a quatro semanas e inclui a auditoria à unidade de negócio, às pessoas e ao projeto, o envio dos resultados à gestão de topo e, por fim, a aprovação final.

4)  Estabelecimento de objetivos: É nesta fase que começa o verdadeiro planejamento. Em posse do necessário mandato da gestão de topo, o Administrador Temporário passa a ter liberdade para tomar todas as decisões que julgar necessárias para concretizar o projeto. O primeiro passo consiste em conceber um plano estratégico mais detalhado, o que pode levar cerca de seis meses. Durante o processo deve tentar ganhar a confiança da equipa de trabalho, neutralizando ou eliminando qualquer tipo de resistência. Deverá igualmente identificar os melhores colaboradores nos quais poderá delegar tarefas.

5)  Implementação: Nesta fase o Administrador Temporário e a sua equipa começam a trabalhar na implementação do plano. Nesta fase é necessário que saiba motivar os colaboradores através da celebração dos pequenos sucessos. Ao mesmo tempo, deve ir preparando o terreno para que os gestores que o acompanham possam continuar o projeto após a sua saída.

6) Saída da empresa: Os objetivos delineados já foram atingidos e o plano foi cumprido. Nesta fase o Administrador Temporário já terá de estar seguro de que a empresa não está dependente dele. No entanto, haverá certamente projetos em que terá que gerir a sua saída de forma mais cautelosa. Por exemplo, recrutando um substituto temporário ou escolhendo um sucessor interno para a função.

4. Metodologia
Uma empresa propõe a um executivo que assuma a liderança de uma área por determinado período. Caso a relação não dê certo, a empresa não acumula danos com possíveis multas contratuais e o executivo, por sua vez, não se sente obrigado a justificar sua saída da corporação após poucos meses.

5. Resultados esperados
Estar  em perfeita sintonia com os novos desafios que as empresas enfrentam, a necessidade de agilidade organizacional e a escassez de capital intelectual.

6. Qual a importância/ impacto/ benefícios da contratação da assessoria para as empresas?
O Brasil está carente de líderes que realmente saibam gerir uma equipe de modo eficaz. A tendência que não tem mais espaço é a promoção de profissionais que são bons na parte técnica, mas não sabem liderar.

 “Não se gerencia o que não se mede, não se mede o que não se define, não se define o que não se entende, não há sucesso no que não se gerencia.” (W.Deming)
 

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